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SONETO DO VENTO DA MORTE O vento que bate em meu rosto É como o tempo que muda teu corpo A lua se intumesce toda Quando a morte beija-me a boca A morte tão bela e tão forte É a vida dos que não tem sorte O tempo com o vento da morte Passa em meu pulso fazendo três...
PELA ESTRADA AFORA
PELA ESTRADA AFORA Quão forte e débil a menina pela estrada afora, sozinha a enfrentar um duelo de si mesma, todos os dias, a mesma correria. “Seja educada” diziam eles, porte-se como uma mocinha diziam, mas ela era dona de si mesma, crítica, evoluída não era a...
SORRISO DAS FLORES
SORRISO DAS FLORES E muitos não viram o sorriso das flores E muitos não leram os poemas dos gestos, Tinham pressa, tinham pressão, E não voavam mais além da rotina... (Anderson Delano Ribeiro)
DESPIDO
DESPIDO Desejos de paz em meio a dor Da alma a chuva chora lá fora Todo o pranto que guardei na mala A dor que toma o quarto e a sala Não me cala o poema... Despido A despedir-se da vida vazia de afetos Nas curvas do corpo o peito reto... A sentença da festa do...
MORDAÇA
MORDAÇA Amor dá sado Silenciado Sem poder falar Sem querer ouvir Torturado Do outro lado Sem querer pensar, Nem para onde ir? Sinto-me em sintoma Sintonia fina Desconstrói a rima Amordaçada a boca Os olhos vendados Vendidos a normalidade louca. (Anderson...
SUICÍDIO
SUICÍDIO Sobrevivente Sobre mim Sobre nós Sobremesa Sobram tristezas Sobressalentes Sobre quem sente Sobre quem vive Sobre morrer Sob o céu esvanecer Sobre querer Sobre entender Sobre viventes Sob a semente Sobressair Sobre ficar Sobreviver (Anderson Delano...
HÁ MEU VERSÁRIO
HÁ MEU VERSÁRIO Habita em mim uma pressa oca Vazia de sentidos, sem saber onde chegar, Ventura não fosse o verso Em meu ser perverso Já teria chegado ao fim da última linha Adorno o vazio com flores Quão poço que posso beber poesia Nas profundezas de mim... É o...
NÃO EXISTE CURA
NÃO EXISTE CURA Não existe cura para a loucura poética triste fato... Não existe cura para o Amor de alma antiga a paixão não entra na briga Não existe cura Para o sonhador desmedido, e são eles que fazem a diferença Não existe cura para a verdade independente...
TEMPO DAS FLORES
TEMPO DAS FLORES Talvez eu pare de correr Minhas pernas doem! Afinal para que correr? Não levo jeito para atletismo Prefiro caminhar pelo jardim Begoniar a Beladona Ao fundo acena açucena! E da íris na lembrança amarílis Sorriem para mim! Estou velho e os riscos...
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Diário de Bordo




















