SONETO CASA DE VÓ

SONETO CASA DE VÓ

SONETO CASA DE VÓ Tarda a saudade, A aurora desdobra O frescor da noite, O café perfuma a casa, Grãos de orvalho caem, O sereno faz jus ao nome, Sereníssima, senhora Matriarca das horas, Sabes, o tempo É diferente na lida, Quiçá o interior Além da roça... Seja morada...

MISSIVA EM ESTRELAS FLUTUANTES

MISSIVA EM ESTRELAS FLUTUANTES

MISSIVA EM ESTRELAS FLUTUANTES Trago em mim a cândida Realidade do que fora sonhar, Pois sei que ainda nesta Vida, Hei de vislumbrar estes olhos imensos e entardecidos… Há que vinde a noite Estrelas Flutuantes nestes olhos… Em que és tu, a própria Lua! Lilás,...

CÁLIX

CÁLIX

CÁLIX Alar-te-ei, Dríade das manhãs! Quão jacente dentre os véus, Desnudando segredos, Evocando aos céus... Segregados no passado, Degustados como medo, Despe os sonhos dos culpados, Entornando seus desejos. Ó doce estrela de sal, Mádidos lábios de vinho, Gotejam aos...

ZÉJEL SOLENE

ZÉJEL SOLENE

ZÉJEL SOLENE Para que há tardança? Acalentar a criança, Prorrogar uma dança? Quão olente flor de laranjeira, Solfejar da graúna do alto de uma palmeira, Não fosse essa tal segunda-feira, Talvez até mergulhasse da cimeira, Afetado pelo fremente calor que refuto, Ébrio...

FIGO

FIGO

FIGO Funesta flora inflamada, Sepulcro de Elisabethiella, A Vespa vestida de pólen Dentre as vestias folhas do paraíso, Seu jardim, seu mausoléu, Num chiste viraria alimento? Sagrada dança em poema poente, Repousa em sicônio templo. Intumescido seio púrpura — Ficus!...

A CONDESSA

A CONDESSA

A CONDESSA — Salve a Deusa, Ave a Condessa! Antes que a ventura padeça, Antes que o mar resplandeça! Sálvia doce aconteça... Senhora do Quadrilátero Cruls... Erradia em minhas paixões, Nos afrescos da Catedral, Prosto-me ao chão contigo, Como o cântico antigo: Estás...

VÉSPER E LUA

VÉSPER E LUA

VÉSPER E LUA D'um colar de estrelas brancas Colam-se em beijos sublimes, subliminares, coxas, seios, ancas, Gestos simples sobre os lábios firmes; Ronronam nuas Ondas, Sobe e desce o Mar, Estremece toda a ponta, Das colinas ao quebra-mar, Perpétuas flores orvalhadas,...

LUFADAS

LUFADAS

LUFADAS Lufadas marítimas Perduram-se em amavios, Dos belvederes aos navios, Sopram as fadas do sul; Opalas e azaleias azuis, Ornamentam os favos Favônios de um vergel De sonhos nus... Tíbios hálitos chamados Maresia, nostalgia Mareada nos olhos de alguém, Longe,...

HAIKAI UMBILICAL

HAIKAI UMBILICAL

HAIKAI UMBILICAL Sonhar contigo, mergulhando no abismo curvilíneo do teu umbigo. (Anderson Delano Ribeiro)   (Foto de Alena Shekhovtcova no Pexels)

Destaques

Transbordamentos: Ser feliz necessita Coragem

Ser feliz necessita coragem... Virar do avesso, tentar caminhos! É preciso certa dose de loucura para se curar da felicidade que esperam de nós. A felicidade encaixotada. O medo de dar errado é a derrota com outro nome. Posso ir para o sul, para o norte. Sigo o...

Dependência tecnológica e a influência nas relações interpessoais

O homem pós moderno, padece de uma precária relação com o outro e com o mundo, o imediatismo por produzir, consumir, sejam produtos e ou mesmo o outro, traz consigo a superficialidade das relações. Tornamo-nos escravos de nossas criações, por um desejo de fuga da...

A eternidade das Cartas em Extinção

Há 15 anos mais ou menos comecei a escrever, na verdade, creio que a Arte me escolheu e me salvou, sempre fui o menino gordinho e tímido, viciado em games que adorava desenhar, era assim no Rio de Janeiro até por volta de 1996, quando migrei do Rio de Janeiro para o...

Notas sobre o Tempo: Desacelerar para saber onde chegar

É incrível como nos surpreendemos em como o tempo parece passar mais rápido no decorrer dos anos, na verdade, o tempo não está a passar mais rápido, nós que andamos ausentes demais à vida. Somos programados desde de muito cedo para produzir, sermos produtivos na...

Reflexão: Consumir e ser consumido o homem produto de si

Somos produto de uma sociedade doente por consumo, onde aprendemos desde de cedo que é normal. Sabemos que o homem é falta, e essa insatisfação constante que nos faz caminhar, descobrir novos olhares, novos possíveis, porém em meio ao caos moderno onde ir ao mercado...

Quando deixei de ser Saudade

Eram 2:30 da manhã, de uma quinta qualquer, poderia ser hoje, ou amanhã, ou quando der, como sempre o silêncio me fala absurdos que gosto de ouvir a noite, hora me comovem, hora me movem a ser rio para de manhã ser pedra... Somos feitos de carne mas temos que viver...