CONFISSÃO
 
Não era a aurora, talvez o tempo do eterno perdurasse
o segundo da espera, os significantes do mundo
cantavam a melodia das cores, de certo, era grave!
E a lua teimava em firmar-se rente a igrejinha
a lembrar-me do caminho curto para tocar as estrelas
rente a curva de um certo sorriso…
Foi efêmero feito flor, foi eterno feito Rio,
e dos campos pus-me a viver como se soubesse,
que logo despertaria.
 
(Anderson Delano Ribeiro)