QUIMERA

QUIMERA

QUIMERA   Não era a face da aurora Perdida no espaço tempo dos teus olhos   Talvez o reflexo luminoso Da tua alma refrescasse Meus versos vencidos no silêncio   A dor, que tira o sono E adormece os feridos No último suspiro… O silêncio!   Ainda suspeito das...
DA MORTE

DA MORTE

DA MORTE   Da morte o beijo suave Um sopro sereno Um canto sussurrado   Da paz que transgride os ossos O perfume das rosas A festa dos vermes   A terra que se alimenta A vida que brota Do solo que sou   (Anderson Delano Ribeiro)     (Foto de Mikhail Nilov no...
SONETO DA PRINCESA DO AÇOITE

SONETO DA PRINCESA DO AÇOITE

SONETO DA PRINCESA DO AÇOITE   Eu viajo por entre as brumas, E canto por entre as urnas; Sou a observadora da noite, A princesa de todos os açoites.   Eu vago, sou a erradia noturna, A vadia dos meus artistas; Faço meus templos em suas tumbas; Amo, todos os tostes a...
TRÊS MARIAS

TRÊS MARIAS

TRÊS MARIAS   Fora a flor de múltiplas sépalas, Perdi-me dentre múltiplas formas De um amor liberto e libertário…   De inicio, éramos como um duo, Eu um solista só em dó maior, vestido em canção, te despi em tercetos,   Polifonia dos pássaros, paira sem parar, Desnuda...
CONFISSÃO

CONFISSÃO

CONFISSÃO   Não era a aurora, talvez o tempo do eterno perdurasse o segundo da espera, os significantes do mundo cantavam a melodia das cores, de certo, era grave! E a lua teimava em firmar-se rente a igrejinha a lembrar-me do caminho curto para tocar as estrelas...