SECARÁ

SECARÁ

SECARÁ   Vai secar, minha mãe já dizia... Secará o pranto, sem acalanto, Secará, secará o peito, Expurgo ao leito,   Deixará migalhas afetuosas para um dia voltar, se houver lugar! Ah secará, a roupa na corda,   O pé rente a borda, prestes a saltar! Se encarar, o medo...

SEMI LUNARIA

SEMI LUNARIA

SEMI LUNARIA   Amanhece, e busco em vésper luz Rastros do teu perfume, Lembro dos cabelos ondejantes Em calmaria quão a praia serenizada,   Enquanto tu dormes, meus dedos tocam A face fria do vento a procura do teu rosto, Ainda há no céu restos da noite E sua...

LA GUESA

LA GUESA

LA GUESA   Caminhas em longa estirada, Como quem foge de algo, Tens no peito uma bússola guardada, E na frente, um sorriso almo.   Foges criança, pois ele vem, Mas não demonstres fraqueza; Com teus olhos seduza a riqueza, E camufle os segredos que tem;   Todos querem...

SOBREVIVER

SOBREVIVER

SOBREVIVER   Sobre viver? Trata-se de Sobreviver! Sob reviver Diariamente! Sobre rever O que se sente! Só breve ver Sobre as correntes, Estremecer O corpo rente, A juventude Que desprende, A conta gotas Em carne quente, Sobre dizer O que se entende, sobre se permitir...

ARANHAZINHA

ARANHAZINHA

ARANHAZINHA   Pequenina aranhazinha, tecelã de sonhos vã, tão miudinha aos meus olhos, tão grandiosa em véstias de hortelã.   (Anderson Delano Ribeiro)     Foto de Matthis Volquardsen no Pexels

MEU CANTO

MEU CANTO

MEU CANTO   Hoje minha voz amanheceu sonora, corri de Bemol até Lá e busquei no Sol uma luz cristalina e límpida, sem Dó, sonhei sem dor Mi.   (Anderson Delano Ribeiro)

MICROCONTO AMARELO

MICROCONTO AMARELO

MICROCONTO AMARELO   Dizia minha avó: "Amarelo é desespero!" Eu discordo por inteiro, na liberdade das cores, quero um amarelo em Sol maior!   (Anderson Delano Ribeiro)

A MÁSCARA DE BALBÓ

A MÁSCARA DE BALBÓ

A MÁSCARA DE BALBÓ   “— A máscara cai... e eu não vejo sombras, Não há mais como esconder; então, vejo quem sou!”   De fronte ao espelho imenso Que todas as verdades acolhe, Ruflam as aves, senão anjos bailarinos, Numa dança de despedida. A brisa exala um doce...

ZÉFIROS DO ÓPIO MALDITO

ZÉFIROS DO ÓPIO MALDITO

ZÉFIROS DO ÓPIO MALDITO   Zéfiros divinos que tocam minha fronte, O édem me circunda, e vislumbro toda uma vida perdida, Ventura a minha de sentir forte presença nas amarílis da vida, E o céu se inflama sobre os sinuosos montes. E ébrio por tamanho furor, componho...

Destaques