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VÉSPER E LUA D'um colar de estrelas brancas Colam-se em beijos sublimes, subliminares, coxas, seios, ancas, Gestos simples sobre os lábios firmes; Ronronam nuas Ondas, Sobe e desce o Mar, Estremece toda a ponta, Das colinas ao quebra-mar, Perpétuas flores orvalhadas,...
LUFADAS
LUFADAS Lufadas marítimas Perduram-se em amavios, Dos belvederes aos navios, Sopram as fadas do sul; Opalas e azaleias azuis, Ornamentam os favos Favônios de um vergel De sonhos nus... Tíbios hálitos chamados Maresia, nostalgia Mareada nos olhos de alguém, Longe,...
HAIKAI UMBILICAL
HAIKAI UMBILICAL Sonhar contigo, mergulhando no abismo curvilíneo do teu umbigo. (Anderson Delano Ribeiro) (Foto de Alena Shekhovtcova no Pexels)
VINTE E UM
VINTE E UM De noite No céu chovia, O Choro De quem sofria, O luto Da pandemia, Na noite Que enlanguescia, O fruto Da agonia, O vulto Da nostalgia, Voltar, Já não poderia, Rezar? Não confortaria! A noite É a companhia, Oculto Essa dor tardia, Cantando Vã melodia Num...
LASCÍVIA
LASCÍVIA Os sudários fremem com a brisa a adentrar as persianas, Aquecendo-os nas trempes com as caldeiras negras; Dentre as caldeiras, plantas e flores, num aroma mágico, As vestias úmidas pelas poções transluziam alvas sedas. Insinuando os sinuosos corpos róseos das...
ELEGIA ERRANTE
ELEGIA ERRANTE Quem és tu, que vieste dos ermos Campos da aleia divinizada? Amavios dantescos de um destino atroz. És altíssima, minha tênue musa teologal; Dona dos meus cândidos cânticos. E contrito, peço-te clemência, Por este, o santo afeto que me condena. Não...
HAIKAI VAZIO
HAIKAI VAZIO Vazios em excesso no peito, Transbordam o leito, Inundam de tudo e de nada. (Anderson Delano Ribeiro) (Foto de Francesco Ungaro no Pexels)
LICITUDE
LICITUDE Às vezes acho No encontro dos teus cachos Um aroma de vida Que por ventura perdida Se encontra em meu olhar, Na curva jamais esquecida Entre o beijo, riso e o seio teu, O turvo, desvaneceu Com suas ondulações Cacheadas e corpóreas em mim, O tempo te fez...
SONETO QUESTÃO
SONETO QUESTÃO Carece então a questão? Dá para sentir saudades do futuro? O presente pretérito do absurdo... Uma presença na ausência, O desejo incessante do porvir! O beijo em sentença! Arde no peito, Ardilosa candura De saudades tuas. (Anderson Delano Ribeiro)...
Destaques
Diário de Bordo




















