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TRÍADE E o que era primeiro, virou segundo, e agora nem mais é... Talvez ainda seja, talvez quando der. (Anderson Delano Ribeiro)
O BANQUINHO
O BANQUINHO Ali bem no cantinho, habita um banquinho, o banquinho que acolhe o corpo exausto, O banquinho que é palco dos discursos inflados hora cheios hora vazios, o banquinho da greve! O banquinho da primeira foto, do primeiro beijo quiçá. o banquinho da...
SOBREMESA
SOBREMESA Sobre a mesa, os quitutes mais formosos, Os gargalhes mais falaciosos, E a dourada sânie que nem Hipócrates cura... Eu, me calo ante os rótulos e títulos de vaidades, Em verdade, rogo um pão com margarina a mais Saborosa ventura de ser livre da prisão...
O BAILE
O BAILE São três horas de uma hora madrigal, a lua, já ate parece estar lôbrega e embriagada… — Aliás todos estão! Mascarados embriagados, envaidecidos, gargalham carcarejadamente, e a música é mero murmúrio desse momento. É um baile de máscaras! Em que os...
DELÍCIAS ÍNFIMAS
DELÍCIAS ÍNFIMAS Eis o Anjo lascivo de ínfimo corpo... desnuda segredada no silêncio do corvo. na sádica valsa dos mortos, em que vives e alça o delírio dos corpos! Quão a serpe que se rosca n'outra serpe posta e nua... Ou nuas? Neste templo em que mádido é o tempo, e...
SONETO TRISTE SINA
SONETO TRISTE SINA Luíza foi… Sim, foi, Lá para longe, Lá onde visconde escuta Drão… Dil seu tio amado, Matuto do serrado perdeu o chão, Banqueiro meteu a mão, Dinheiro faltou e Luiza se foi por esse mundão, Da vida de andanças buscar esperança Alugar casa nova...
ERA PRA SER HAIKAI DEU QUARTETO
ERA PRA SER HAIKAI DEU QUARTETO Eu sei a soma dos versos e a subtração da dor, nessa conta nem me perco, faz de conta o meu acerto. (Anderson Delano Ribeiro)
EXÍLIO
EXÍLIO Ainda que tardio, vim; — Enfrente! Eu e a mala carmim, Num pais dentro da pedra, de um caminho sem saber, se sou Rio ou a Ilha, Certeza apenas da quimera, do além-mar que deixei pra trás e que por vezes falta faz. Vim buscar asas, estrelas, transbordamentos...
QUIÁLTERA
QUIÁLTERA Qual o preço da poesia? Perguntou-me uma Dona em minha porta, Quanto custa o pão do verso? Surpreso, sorri, mas sem resposta contive-me, Pois não há gratuidade em perecer… o riso pesou-se em gramas, Eis que: Qual o peso da poesia? Pesa feito grão? Pesa...
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Diário de Bordo











