O BREJO
O BREJO O Brejo brejeiro Nos fundos da casa, Não é Rio de Janeiro, Muito menos Mar Del Plata, Sequer tem sobrenome O brejo dos sapos, Dos gorjeios úmidos E a pressa das cobras É só Brejo, Como fosse João, Como fosse José, Candura que beija-me a mão, E Brincam...
LA NINÃ
LA NINÃ E veio num bom dia Quebrada pela dor E como de costume Enxuguei amiúde o sereno em tua face Até que não mais houvesse Até estancar com a aurora De um novo dia, nova flor! Regava com afeto e presença A importância da tua existência E te falava dos...
PERFUMARIA
PERFUMARIA Minha coleção de tristezas Guardo em frascos coloridos, Cada uma com sua essência no tempo, Umas cítricas, outras amadeiradas, Refrescam a memória num perfume etéreo... Vaporoso hálito da saudade traz aroma de esquecimento, E fixa na pele as agruras...
GESTOS RUBROS
GESTOS RUBROS Lírio valente, Delírio em flor, Potente! De liras delirantes, Que sente! A flor da pele, Rente a alvura Que me turva, E se prosta o céu Na altura do teu dorso, Caule curvilíneo, Gestos rubros! De lírios ardentes. (Anderson Delano Ribeiro) (Foto de...
POR OUTRO OUTUBRO COMO O TEU
POR OUTRO OUTUBRO COMO O TEU Enquanto ela dormia, Sem saber, era ela poesia, E eu menino ficava perto Da sua imensidão, Contava os sinais com a mão, De toda sua constelação, Com os braços bem alto, Ela dormia... Para alcançar o céu, De certo eu sabia.. E ela...
SETEMBROTOU
SETEMBROTOU Se tem brotou no vazio a flor, o canto dos pássaros chamavam pra dançar, enquanto chovia em mim, todas as tempestades que engoli, gotejantes, comprimidas, no céu da boca... (Anderson Delano...
HAIKAI DORMENTE
HAIKAI DORMENTE E a dor mece A saudade... Em canto teu. (Anderson Delano Ribeiro)
NA SACADA POSSO VER O SILÊNCIO
NA SACADA POSSO VER O SILÊNCIO Na sacada posso ver o silêncio, ouço o riso do vento inflamando meu peito, a cidade segue a produzir aço, os trens torpes marcham a pão e ferro, A mesa vazia rodeada por cadeiras desritmadas, tão bela sala íntima e vazia, retrato de...
SONETO CORES PERDIDAS
SONETO CORES PERDIDAS Perdura, estranha loucura, Perdoa e me cura? Perpétua flor de agruras, O sonho que flutua... Na névoa se situa, Jardim que se esqueceu, Perpétua perpetua... Não minha, mas tua... Candura? Se foi... Quem espera na esquina? A menina, certa...










