LA GUESA
LA GUESA Caminhas em longa estirada, Como quem foge de algo, Tens no peito uma bússola guardada, E na frente, um sorriso almo. Foges criança, pois ele vem, Mas não demonstres fraqueza; Com teus olhos seduza a riqueza, E camufle os segredos que tem; Todos querem…
SOBREVIVER
SOBREVIVER Sobre viver? Trata-se de Sobreviver! Sob reviver Diariamente! Sobre rever O que se sente! Só breve ver Sobre as correntes, Estremecer O corpo rente, A juventude Que desprende, A conta gotas Em carne quente, Sobre dizer O que se entende, sobre se permitir…
ARANHAZINHA
ARANHAZINHA Pequenina aranhazinha, tecelã de sonhos vã, tão miudinha aos meus olhos, tão grandiosa em véstias de hortelã. (Anderson Delano Ribeiro) Foto de Matthis Volquardsen no Pexels
MEU CANTO
MEU CANTO Hoje minha voz amanheceu sonora, corri de Bemol até Lá e busquei no Sol uma luz cristalina e límpida, sem Dó, sonhei sem dor Mi. (Anderson Delano Ribeiro)
MICROCONTO AMARELO
MICROCONTO AMARELO Dizia minha avó: “Amarelo é desespero!” Eu discordo por inteiro, na liberdade das cores, quero um amarelo em Sol maior! (Anderson Delano Ribeiro)
A MÁSCARA DE BALBÓ
A MÁSCARA DE BALBÓ “— A máscara cai… e eu não vejo sombras, Não há mais como esconder; então, vejo quem sou!” De fronte ao espelho imenso Que todas as verdades acolhe, Ruflam as aves, senão anjos bailarinos, Numa dança de despedida. A brisa exala um doce…
ZÉFIROS DO ÓPIO MALDITO
ZÉFIROS DO ÓPIO MALDITO Zéfiros divinos que tocam minha fronte, O édem me circunda, e vislumbro toda uma vida perdida, Ventura a minha de sentir forte presença nas amarílis da vida, E o céu se inflama sobre os sinuosos montes. E ébrio por tamanho furor, componho…
SONETO DILACERADO
SONETO DILACERADO De lá será da mente O infinito cotidiano, Das Agruras que me Beijam amaviosa vis, De um pranto que se planta dissabor, Quão devoluta ventura Desta aventura vil, Arde, o suspiro nada doce Que do âmago se amargura, Há que desta aurora febril …
O BREJO
O BREJO O Brejo brejeiro Nos fundos da casa, Não é Rio de Janeiro, Muito menos Mar Del Plata, Sequer tem sobrenome O brejo dos sapos, Dos gorjeios úmidos E a pressa das cobras É só Brejo, Como fosse João, Como fosse José, Candura que beija-me a mão, E Brincam…










