REDENÇÃO

REDENÇÃO

REDENÇÃO   Perdeu a razão seu João! Perdeu a razão, disse então: Os amores estragados, todos quadrados no Instagram,   Os meus livros azedaram, sem sabor viraram ebook, e bucólico que sou, fico num azedume só! Me pede um tal de iPad   que pegue minha estante e de...

DEPOIS DO VERSO

DEPOIS DO VERSO

DEPOIS DO VERSO   Depois do verso o perverso me vem, O que vem depois? De um deposito de mim, Assim, inda cru no mundo, O que vem depois do feijão com arroz e do caldo profundo? Depois do verso, ergo, envergo, de uma dor moral despido do fim, Ai de mim! Que meus...

VIOLENTA

VIOLENTA

VIOLENTA     Violeta… brota serena, Inda pequena   migra ao mercado, Pobre seu fado, Chamam-na flor,   Que azar, dissabor? Em tanto caos na tv e no jornal,   Violam a letra, que dó violeta! Essa dor violenta…   Até nas pétalas me agride...   (Anderson Delano Ribeiro)...

MAR E AR

MAR E AR

MAR E AR     Quero marejar, Mãe, pega coco faz manjar, quero mar, luz do luar, desgrenhar ao vento sul,   Quero tanto azul! De carmim, só os lábios dela, indigno do índigo dos cachos que me calam e fazem cantar!   Ah morena, quero ondejar! Onde? Sei lá! Quero...

AH

AH

AH...     Enquanto houver em mim a capacidade de me decepcionar com as pequenezas dos gestos...   Saberei que ainda há, uma sentimentalidade em quietude...   Que não chega a ser pranto, mas apenas um sentir... Um sentir-se no escuro,   (mas imenso e submerso em mim)...

CARGA

CARGA

CARGA     Pensou ser fome, comeu,   Pensou ser frio, cobriu,   pensou ser sede, bebeu,   pensou ser seca, regou,   pensou ser mente, colheu,   pensou ser triste, rogou,   pensou se existe, sorriu,   pensou ser forte, chorou.   (Anderson Delano...

IMENSIDÃO NOTURNA

IMENSIDÃO NOTURNA

IMENSIDÃO NOTURNA   Mística fada, anjo talvez? Deixa-me tocar-te tua tez; E sonhar os teus sonhos,linda, Tão linda que tem a tua sina...   Nesta noite lôbrega e obscura, Trouxe-me Deus um ser luzente, Menina, napéia dos vales desnuda, Cura, este teu pierrot fremente....

ZÉJEL N°04 (CÂNTICO DE SETEMBRO)

ZÉJEL N°04 (CÂNTICO DE SETEMBRO)

ZÉJEL N°04 (CÂNTICO DE SETEMBRO)     No ar de Setembro os ventos frios, Seus cantos, sussurros mui sombrios, E a chuva, deságua os sonhos nos rios; Quando a vida com o vento e por mim passares,   Efêmera, trazendo a dor de novos ares, E a lua e eu, não trocarmos mais...

CACHOS

CACHOS

CACHOS   Perdeu-se em seus cachos... Dentre tantos achos, perdeu-se além,   tão aquém de si, não mais soube voltar, aliás, para onde voltar?   (Anderson Delano Ribeiro)     (Foto por David Levine -...

Destaques

Diário de Bordo

Dependência tecnológica e a influência nas relações interpessoais

O homem pós moderno, padece de uma precária relação com o outro e com o mundo, o imediatismo por produzir, consumir, sejam produtos e ou mesmo o outro, traz consigo a superficialidade das relações. Tornamo-nos escravos de nossas criações, por um desejo de fuga da...

Transbordamentos: Ser feliz necessita Coragem

Ser feliz necessita coragem... Virar do avesso, tentar caminhos! É preciso certa dose de loucura para se curar da felicidade que esperam de nós. A felicidade encaixotada. O medo de dar errado é a derrota com outro nome. Posso ir para o sul, para o norte. Sigo o...

Foi o tempo que dedicaste à tua rosa que a fez tão importante

Sem troca não há pontes, e sem pontes não há encontro real com o outro, estamos sem estar. Pensamos satisfações imediatas, desejamos tudo para ontem, a Internet mais rápida, o fast food, e assim por satisfação imediata, trocamos o sólido pelo líquido, as cartas tinham...

Reflexão: Consumir e ser consumido o homem produto de si

Somos produto de uma sociedade doente por consumo, onde aprendemos desde de cedo que é normal. Sabemos que o homem é falta, e essa insatisfação constante que nos faz caminhar, descobrir novos olhares, novos possíveis, porém em meio ao caos moderno onde ir ao mercado...

A eternidade das Cartas em Extinção

Há 15 anos mais ou menos comecei a escrever, na verdade, creio que a Arte me escolheu e me salvou, sempre fui o menino gordinho e tímido, viciado em games que adorava desenhar, era assim no Rio de Janeiro até por volta de 1996, quando migrei do Rio de Janeiro para o...

Quando deixei de ser Saudade

Eram 2:30 da manhã, de uma quinta qualquer, poderia ser hoje, ou amanhã, ou quando der, como sempre o silêncio me fala absurdos que gosto de ouvir a noite, hora me comovem, hora me movem a ser rio para de manhã ser pedra... Somos feitos de carne mas temos que viver...