LIBRIANA
LIBRIANA Caiu… Caiu a ficha de uma ligação descreditada, Caiu o verso como cai uma enxurrada! Em um banho madrigal, em soneto e solilóquios soluçados, Caiu! Aqui caiu uma tristeza como cai a aurora em duas horas, e tanta inspiração tem motivo, nome de A a Z e foi-se…
TALHERES NOVOS
TALHERES NOVOS Comprei talheres novos, para um banquete de vento e ar, não que me falte alimento a mesa ou mesa para alimento, mas todo feno deixei pra trás… Comprei taças de vidro, para brindar salve a Rainha! Que me acolhe em seu jardim, para empoemar…
CIANO CÉU
CIANO CÉU Era uma vez um Menino Azul, Não era Bordô nem Magenta, Era Ciano e infeliz… O Menino Azul queria Ser de Escarlate cor, Pois neste não cabe Azul em fruto ou flor, E resolveu curar o mundo Do feliz Ciano céu! Talvez se bebesse Amarelo Sol, o…
ZÉ POBRE, ZÉ RICO
ZÉ POBRE, ZÉ RICO José perdeu-se em tantos desejos de Ter, A TV mais cara, o carro do ano, a cortina da sala, o nariz do Fasano, Preenchida a casa, vazia a conta, Num faz de conta que conta esse conto, José esqueceu-se de Ser… Trafegava de Porsche e…
A ILHA QUE SOMOS
A ILHA QUE SOMOS Psicologia não é magia, é um farol na imensidão num oceano de sensações, que te leva as margens de um novo horizonte… A ilha que somos. (Anderson Delano Ribeiro)
SONETO DAS POLARIDADES
SONETO DAS POLARIDADES Destrato Trato Desmato Mato Desfaço Laço Descalço Alço Desloco Louco Por pouco Desmereço Eu Mereço Desfaleço (Anderson Delano…
JUS SANGUINIS
JUS SANGUINIS — Serias tu, vivaz suficiente Para viver eternamente? Vivo os dissabores da vida, Nas tênues noites frias; Lôbrego, na ânsia de um sonho, No firmar da lua, pobre Eva cativa. Ah, lúgubre noite bela! Faz-me pensar em tudo que vivi de perverso, Na…
O PALHAÇO
O PALHAÇO Palha no cabelo, nariz vermelho e aço no coração! Maquia o riso em um pranto distorção, Imagina então! Tantos mundos profundos riscados na face desse cidadão. (Anderson Delano Ribeiro)
RI DE TI PIERROT
RI DE TI PIERROT I Ri de ti pierrot contrito, o atrito que permeia tua face com silêncio da rosa é totalmente merecido, ri de ti pelas sépalas segregadas… II Ri de ti pela mácula de Macário, em penumbra de uma poética mascarada de alegria, sorria! Ante…










