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IMENSIDÃO NOTURNA Mística fada, anjo talvez? Deixa-me tocar-te tua tez; E sonhar os teus sonhos,linda, Tão linda que tem a tua sina... Nesta noite lôbrega e obscura, Trouxe-me Deus um ser luzente, Menina, napéia dos vales desnuda, Cura, este teu pierrot fremente....
ZÉJEL N°04 (CÂNTICO DE SETEMBRO)
ZÉJEL N°04 (CÂNTICO DE SETEMBRO) No ar de Setembro os ventos frios, Seus cantos, sussurros mui sombrios, E a chuva, deságua os sonhos nos rios; Quando a vida com o vento e por mim passares, Efêmera, trazendo a dor de novos ares, E a lua e eu, não trocarmos mais...
CACHOS
CACHOS Perdeu-se em seus cachos... Dentre tantos achos, perdeu-se além, tão aquém de si, não mais soube voltar, aliás, para onde voltar? (Anderson Delano Ribeiro) (Foto por David Levine -...
SONHOS
SONHOS Dormi homem, sonhei pássaro, acordei menino. (Anderson Delano Ribeiro)
SES YEUX
SES YEUX Joga Jogral sementes às nuvens! Há que estás nuvens levar os medos? Ante aos colibris perdidos em arvoredos, Cuja a dor é temor, a que as rosas enviúvem! Há que estas nuvens serem mãos da minha musa perfeita? A senhora de todas as seitas, Não! Há de ser...
PNEUMÁTICO
PNEUMÁTICO Tosse... peço que não tome posse dessa dor, posto que inda rima, esta minha sina doce de poetizar... Cantante Pneu, sinfonia corrente ao ar. (Anderson Delano Ribeiro)
ÀS VEZES
ÀS VEZES Às vezes, uma arvore não é uma arvore e sim amor, Às vezes, um galho é o vazio, e folhas, são plumas vegetais de sonhos vãos… Às vezes, um charuto não é um charuto psicanalítico, E o Itabira, já dizia, é so o Itabira. Às vezes a poesia é muda… E mudinha vira...
DAS TEMPESTADES
DAS TEMPESTADES Largos passos, De ríspido pranto Dos lagos secos, Destila-me o sereno, Destina-me teu veneno, Ad infinitum me livro... Marca-passo, marca-livro, marca-lauda, marca o siso, marca o tempo a tez o pliso. (Anderson Delano Ribeiro)
ASAS AO NORTE
ASAS AO NORTE Brasília a noite, Vim buscar Estrelas! Mas outrora em vê-las, Perdi-me o siso! Agora indeciso, Eu busco meu Mar! Onde hei de prostrar memórias tempestas... Estas luzes não me guiam, Desfiguram minhas réstias, Mas aqui, bramam-se os dias, Ordem...
Destaques
Diário de Bordo











