PELOS CAMPOS (SE TE FLORES)

PELOS CAMPOS (SE TE FLORES)

PELOS CAMPOS (SE TE FLORES)   Se Te Flores Flores será Florescerão Flores seremos   (Anderson Delano Ribeiro)   (Foto de Cottonbro Studio no Pexels)

ATÉ QUANDO

ATÉ QUANDO

ATÉ QUANDO   E na penumbra dos silêncios, o medo reina… Seus olhos vermelhos de frente a um espelho, Em carreiras alvas de delírios… Queima! A alma presa a um corpo insano…   Em sua mente personagens turvos destorcidos, Nenhuma alegria a…

ZÉJEL N°05 (LUCINA)

ZÉJEL N°05 (LUCINA)

ZÉJEL N°05 (LUCINA)   Sou a amante de Macário, O anjo lascivo de negro sudário, Com o seio desnudo, um tecido macaio; O corpo fremente,   E a carne bem quente, Minh’alma cativa, lugente, Um desejo em meu peito latente; Em meus lábios o sabor de menina;…

ZÉJEL N°03 (A VIRGEM DA NOITE)

ZÉJEL N°03 (A VIRGEM DA NOITE)

ZÉJEL N°03 (A VIRGEM DA NOITE) Vens nos meus sonhos com teu alvo sudário sem cor, Tens o dom dos anjos, balsamo empírico de flor, Vens à noite rósea clara, d’esperança que eu morra de amor, Faz do céu tua morada e das estrelas tua escada; Desces a mim, e faz do mar…

ZÉJEL N°10 (PÁSSARO MULHER)

ZÉJEL N°10 (PÁSSARO MULHER)

ZÉJEL N°10 (PÁSSARO MULHER)   Pássaro mulher, suas véstias de linho, Boca cândida, doce fruto, ardente vinho; Sua espádua é sol dos montes, meu ninho; Amanheces em minh’alma com ternura,   Com a esperança de doce ventura… Em trevas, os pomos transluzem…

QUIMERA

QUIMERA

QUIMERA   Não era a face da aurora Perdida no espaço tempo dos teus olhos   Talvez o reflexo luminoso Da tua alma refrescasse Meus versos vencidos no silêncio   A dor, que tira o sono E adormece os feridos No último suspiro… O silêncio!   Ainda suspeito das…

DA MORTE

DA MORTE

DA MORTE   Da morte o beijo suave Um sopro sereno Um canto sussurrado   Da paz que transgride os ossos O perfume das rosas A festa dos vermes   A terra que se alimenta A vida que brota Do solo que sou   (Anderson Delano Ribeiro)     (Foto de Mikhail Nilov no…

SONETO DA PRINCESA DO AÇOITE

SONETO DA PRINCESA DO AÇOITE

SONETO DA PRINCESA DO AÇOITE   Eu viajo por entre as brumas, E canto por entre as urnas; Sou a observadora da noite, A princesa de todos os açoites.   Eu vago, sou a erradia noturna, A vadia dos meus artistas; Faço meus templos em suas tumbas; Amo, todos os tostes a…

TRÊS MARIAS

TRÊS MARIAS

TRÊS MARIAS   Fora a flor de múltiplas sépalas, Perdi-me dentre múltiplas formas De um amor liberto e libertário…   De inicio, éramos como um duo, Eu um solista só em dó maior, vestido em canção, te despi em tercetos,   Polifonia dos pássaros, paira sem parar, Desnuda…

Destaques

Diário de Bordo

E se vendessem cápsulas de felicidade?

E se vendessem cápsulas de felicidade? Não falo de Rivotril ou Ritalina, nem uma outra droga no mercado, falo de cápsulas de satisfação, que satisfaça a tristeza e o tesão. Seria um sucesso! Mas perguntar me carece o que sou eu sem minha dor? Se a falta que me leva ao…

Reflexão: Consumir e ser consumido o homem produto de si

Somos produto de uma sociedade doente por consumo, onde aprendemos desde de cedo que é normal. Sabemos que o homem é falta, e essa insatisfação constante que nos faz caminhar, descobrir novos olhares, novos possíveis, porém em meio ao caos moderno onde ir ao mercado…

Internet: Encontros, Desencontros e o caos que nos rodeia

Século XXI todo o conhecimento acessível a todos, o Google tornou-se muito mais que a Barsa pós-moderna, a tão famigerada enciclopédia sinônimo de saber e status no século XX, hoje é mera recordação de alguns e se pesquisar no próprio Google é alusão para um time de…

Quando deixei de ser Saudade

Eram 2:30 da manhã, de uma quinta qualquer, poderia ser hoje, ou amanhã, ou quando der, como sempre o silêncio me fala absurdos que gosto de ouvir a noite, hora me comovem, hora me movem a ser rio para de manhã ser pedra… Somos feitos de carne mas temos que…

Dependência tecnológica e a influência nas relações interpessoais

O homem pós moderno, padece de uma precária relação com o outro e com o mundo, o imediatismo por produzir, consumir, sejam produtos e ou mesmo o outro, traz consigo a superficialidade das relações. Tornamo-nos escravos de nossas criações, por um desejo de fuga da…

Foi o tempo que dedicaste à tua rosa que a fez tão importante

Sem troca não há pontes, e sem pontes não há encontro real com o outro, estamos sem estar. Pensamos satisfações imediatas, desejamos tudo para ontem, a Internet mais rápida, o fast food, e assim por satisfação imediata, trocamos o sólido pelo líquido, as cartas tinham…

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