INVISÍVEL
INVISÍVEL Enxergar beleza no invisível, posto que as vezes também o sou Leva tempo para percebermos que o mais importante está no invisível O ar é indispensável Os afetos são indispensáveis Posto que ainda na ausência Em mim guardo teus detalhes Talvez esse seja…
SONETO LIVRE
SONETO LIVRE Será que um dia a noite bate E mesmo que seja tarde Percebas a poesia renegada? A flor e verso que deixei na estrada, Será que haverá tempo? Será que haverá vida em mim? Não a necessidade de percebimento, Apenas o breve momento De uma menina…
A NOITE QUE SOU
A NOITE QUE SOU Sou como a noite… Silencioso, Lúgubre, Barulhento por dentro, Lascivo em luxuria… Sou como os olhos da Lua, Sou como negro manto céu, Afável ao sono… Desimportante para quem importa. Sou como a noite no campo, Melancolia entre…
SAUDADES
SAUDADES Despedida É a ida Que não quer ir São saudades Que levamos Na bagagem São os olhos Que vislumbram A paisagem Na janela A passagem Na mão E no peito A coragem E o perdão (Anderson Delano…
HAIKAI FORMIDÁVEL
HAIKAI FORMIDÁVEL Vou haikailizar o Amor Em três rimas seja qual for Flor me dá véu será! (Anderson Delano Ribeiro)
SOLILÓQUIO PARA NINGUÉM LER
SOLILÓQUIO PARA NINGUÉM LER Certa vez ouvi… Você é diferente… Devo ser estranho, devo ser estrela, Dessas que luzem só em meio ao breu… Era um elogio: – Poetas são estranhos… Disse após um riso. Na época me entristeci, Hoje me…
PRAIANAS
PRAIANAS (NO MAR JÁ TÁ ÍSIS) No mar já tá Ísis! Banhando raízes, Poemas felizes, Sapeca menina Sapecou ainda Mais uns três peixinhos, Cavalos marinhos desbravam caminhos Redondilhados! Pra todos lados respingam Destinos… De idas e vindas, Das Ísis tão…
PARADEIRO
PARADEIRO Inconstante grão de areia, Que o vento leva do jardim, Vento bate e freme a teia, Seca o sangue do jasmim, Pobre aranha que balança, Segue a rima sem cair, Tem seu templo estilhaçado, Aos pecados seduzir… Vem dos olhos da criança A pureza que…
CAFÉ COM LEITE
CAFÉ COM LEITE Eis o mar perante meus olhos úmidos, Suga a saliva doce de um rio café com leite; Em tanto ar que me sufoca a alma, Imenso o toque acalma, Desliza a palma sutil, Na pele febril deste homem, Em que os sonhos jovens somem… Velhos novos dias!…










