ELEGIA ERRANTE

ELEGIA ERRANTE

ELEGIA ERRANTE Quem és tu, que vieste dos ermos Campos da aleia divinizada? Amavios dantescos de um destino atroz. És altíssima, minha tênue musa teologal; Dona dos meus cândidos cânticos. E contrito, peço-te clemência, Por este, o santo afeto que me condena. Não…

HAIKAI VAZIO

HAIKAI VAZIO

HAIKAI VAZIO Vazios em excesso no peito, Transbordam o leito, Inundam de tudo e de nada. (Anderson Delano Ribeiro)   (Foto de Francesco Ungaro no Pexels)

LICITUDE

LICITUDE

LICITUDE Às vezes acho No encontro dos teus cachos Um aroma de vida Que por ventura perdida Se encontra em meu olhar, Na curva jamais esquecida Entre o beijo, riso e o seio teu, O turvo, desvaneceu Com suas ondulações Cacheadas e corpóreas em mim, O tempo te fez…

SONETO QUESTÃO

SONETO QUESTÃO

SONETO QUESTÃO Carece então a questão? Dá para sentir saudades do futuro? O presente pretérito do absurdo… Uma presença na ausência, O desejo incessante do porvir! O beijo em sentença! Arde no peito, Ardilosa candura De saudades tuas. (Anderson Delano Ribeiro)…

CANTA PÁSSARO

CANTA PÁSSARO

CANTA PÁSSARO O pássaro chora triste, Numa dor que assim persiste; No entardecer de mais um dia, A canção não vem tardia; Vem chorosa e glamurosa, A canção tão poderosa; É mais que um parto, É uma dor que não tem jeito, Vem latente assim do peito; Vem da quase morte,…

LILYTH

LILYTH

LILYTH Flui dos sonhos, ó ninfa em súcubo; Na noite já tardia, Das brumas te descubro; Toca-me a tez em fantasia, Mística, doce, em vão orgia; Na ara flébil sinto teu dorso, Danças leve em poesia, Rosa Sacra, eflúvio em gozo. Rasga-me o peito com um espinho, Meu…

ZÉJEL N°06 (DOCE MORFINA)

ZÉJEL N°06 (DOCE MORFINA)

ZÉJEL N°06 (DOCE MORFINA) Neste infinito estirão em que o vento, Parece desafiar a luz efêmera dos tempos; Poucas serão as belezas até o templo; Em que as desgraças da vida parecem constantes. E uma ninfa é ansiada para um breve instante, Com as lâminas afiadas de uma…

ROSA & CRUZ

ROSA & CRUZ

ROSA & CRUZ — Santa Luz, que se apaga ao santo ofício, Nas piras do ódio sacramentado… Renascendo do amor, ágape-mor, O santo Graal dos inocentes… Inicia-se mais um ciclo da lua, No céu púrpura; E a sibila dança no círculo desnuda, pura, Embebeda-se…

O CIRCO

O CIRCO

O CIRCO O palhaço se faz num sorriso, Mas há que o seu riso encontrar paraíso? — Eu busco, eu busco, e só vejo chão… Rodando, pulando, cambaleando ao chão! O circo, circula o globo da morte, — Quem sabe com sorte Descubro o meu ser… Correndo, subindo e…

Destaques

Diário de Bordo

MISSIVA À ESMO LAR CORAÇÃO

Amar quem nos ame, ninguém é obrigado a Amar ninguém, porém o eco do afeto ressoará eternidade na sintonia dos dias corações, amar é um desprender-se suave, pois o amor sobrevive a distância, a ânsia e acolhe quando casa, ser casa, é mais que o verbo casar, é…

A eternidade das Cartas em Extinção

Há 15 anos mais ou menos comecei a escrever, na verdade, creio que a Arte me escolheu e me salvou, sempre fui o menino gordinho e tímido, viciado em games que adorava desenhar, era assim no Rio de Janeiro até por volta de 1996, quando migrei do Rio de Janeiro para o…

Internet: Encontros, Desencontros e o caos que nos rodeia

Século XXI todo o conhecimento acessível a todos, o Google tornou-se muito mais que a Barsa pós-moderna, a tão famigerada enciclopédia sinônimo de saber e status no século XX, hoje é mera recordação de alguns e se pesquisar no próprio Google é alusão para um time de…

Quando deixei de ser Saudade

Eram 2:30 da manhã, de uma quinta qualquer, poderia ser hoje, ou amanhã, ou quando der, como sempre o silêncio me fala absurdos que gosto de ouvir a noite, hora me comovem, hora me movem a ser rio para de manhã ser pedra… Somos feitos de carne mas temos que…

Dependência tecnológica e a influência nas relações interpessoais

O homem pós moderno, padece de uma precária relação com o outro e com o mundo, o imediatismo por produzir, consumir, sejam produtos e ou mesmo o outro, traz consigo a superficialidade das relações. Tornamo-nos escravos de nossas criações, por um desejo de fuga da…

O Ato que nos Constrói

É perceptível que o homem, como ser social, só torna-se homem em vivência com os seus. Aprendendo e apreendendo saberes que servirão de constructo para sua formação, seus conceitos e preconceitos. Porém Ser no mundo, é enxergar além das falaciosas brumas da verdade,…

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