Diário de Bordo

O Ato que nos Constrói

O Ato que nos Constrói

É perceptível que o homem, como ser social, só torna-se homem em vivência com os seus. Aprendendo e apreendendo saberes que servirão de constructo para sua formação, seus conceitos e preconceitos. Porém Ser no mundo, é enxergar além das falaciosas brumas da verdade,...

A eternidade das Cartas em Extinção

A eternidade das Cartas em Extinção

Há 15 anos mais ou menos comecei a escrever, na verdade, creio que a Arte me escolheu e me salvou, sempre fui o menino gordinho e tímido, viciado em games que adorava desenhar, era assim no Rio de Janeiro até por volta de 1996, quando migrei do Rio de Janeiro para o...

Internet: Encontros, Desencontros e o caos que nos rodeia

Internet: Encontros, Desencontros e o caos que nos rodeia

Século XXI todo o conhecimento acessível a todos, o Google tornou-se muito mais que a Barsa pós-moderna, a tão famigerada enciclopédia sinônimo de saber e status no século XX, hoje é mera recordação de alguns e se pesquisar no próprio Google é alusão para um time de...

AFETO SOLIDÃO

AFETO SOLIDÃO Tem dias que a tristeza nos abraça... O inevitável Não disfarça, O reflexo Do real, O peso é o mesmo O corpo já não mais, Há sede De um esperançar Seguro Sabe-se lá onde, Recolher-se No silêncio Na dor dos dias Ainda que tardia A aurora virá Ante meus...

PRISMA

PRISMA Cismei solitário em noite miúda, Silêncio sonante Luar estiolante, Num canto canário, Dardejam-se agruras... Sonhei relicário, Verdor desta muda, Plantada a ermo Razão do enfermo, A cura vem muda! Sussurra segredos, Inspira desejos, A morte dos medos, Agora...

AREIAS NEGRAS

AREIAS NEGRAS Quão bela trilha, Tênue sinfonia, Ondas aos pés da ilha, Eia, própria sintonia, Desenterra este âmago do baú das agruras, O tesouro amargo desabrocha, feito aráceas em flor, Das lacrimais ondas flutuam ritmadas águas-vivas, garças riscam a lauda-céu,...

SONETO CASA DE VÓ

SONETO CASA DE VÓ Tarda a saudade, A aurora desdobra O frescor da noite, O café perfuma a casa, Grãos de orvalho caem, O sereno faz jus ao nome, Sereníssima, senhora Matriarca das horas, Sabes, o tempo É diferente na lida, Quiçá o interior Além da roça... Seja morada...

MISSIVA EM ESTRELAS FLUTUANTES

MISSIVA EM ESTRELAS FLUTUANTES Trago em mim a cândida Realidade do que fora sonhar, Pois sei que ainda nesta Vida, Hei de vislumbrar estes olhos imensos e entardecidos… Há que vinde a noite Estrelas Flutuantes nestes olhos… Em que és tu, a própria Lua! Lilás,...

CÁLIX

CÁLIX Alar-te-ei, Dríade das manhãs! Quão jacente dentre os véus, Desnudando segredos, Evocando aos céus... Segregados no passado, Degustados como medo, Despe os sonhos dos culpados, Entornando seus desejos. Ó doce estrela de sal, Mádidos lábios de vinho, Gotejam aos...

ZÉJEL SOLENE

ZÉJEL SOLENE Para que há tardança? Acalentar a criança, Prorrogar uma dança? Quão olente flor de laranjeira, Solfejar da graúna do alto de uma palmeira, Não fosse essa tal segunda-feira, Talvez até mergulhasse da cimeira, Afetado pelo fremente calor que refuto, Ébrio...

FIGO

FIGO Funesta flora inflamada, Sepulcro de Elisabethiella, A Vespa vestida de pólen Dentre as vestias folhas do paraíso, Seu jardim, seu mausoléu, Num chiste viraria alimento? Sagrada dança em poema poente, Repousa em sicônio templo. Intumescido seio púrpura — Ficus!...