SONETO CASA DE VÓ
Tarda a saudade,
A aurora desdobra
O frescor da noite,
O café perfuma a casa,
Grãos de orvalho caem,
O sereno faz jus ao nome,
Sereníssima, senhora
Matriarca das horas,
Sabes, o tempo
É diferente na lida,
Quiçá o interior
Além da roça…
Seja morada
do âmago.
(Anderson Delano Ribeiro)




