PRISMA
Cismei solitário
em noite miúda,
Silêncio sonante
Luar estiolante,
Num canto canário,
Dardejam-se agruras…
Sonhei relicário,
Verdor desta muda,
Plantada a ermo
Razão do enfermo,
A cura vem muda!
Sussurra segredos,
Inspira desejos,
A morte dos medos,
Agora dormente,
Reflito este Prisma:
Se tudo muda
Do pólen à semente,
Eterno é o efêmero…
Pra quê poeta sente?
(Anderson Delano Ribeiro – Escrita em 2007 revisitada em 2026)




