MISSIVA EM ESTRELAS FLUTUANTES
Trago em mim a cândida
Realidade do que fora sonhar,
Pois sei que ainda nesta Vida,
Hei de vislumbrar estes olhos
imensos e entardecidos…
Há que vinde a noite
Estrelas Flutuantes
nestes olhos…
Em que és tu, a própria Lua!
Lilás, frutuosa, crua,
Pura quão minha devoção,
Lasciva por ti mesma.
Tácita, dentre as eras das brumas
que nesta jornada assegura…
Emoldurada em saudade.
(Anderson Delano Ribeiro – Escrita em 2007 revisitada em 2026)




