MISSIVA À ESMO LAR CORAÇÃO
 
 
Amar quem nos ame, ninguém é obrigado a Amar ninguém, porém o eco do afeto ressoará eternidade na sintonia dos dias corações, amar é um desprender-se suave, pois o amor sobrevive a distância, a ânsia e acolhe quando casa, ser casa, é mais que o verbo casar, é atentar-se ao outro sentir sua dor e alegria.
 
Amar verdadeiramente é plantar sem certeza se colherá nesse verão… E se florescer vira jardim e se vira jardim, gera frutos, mas se não cuidado o amor vira um luto que reluta desistir… Amor não desiste, mas tão triste o amor de uma via, sendo amor a ponte do laçar dos dedos, dos nós do corpo, abraço. E quem não quer ser amado por quem zelas seu sono, recita teu olhar e excita sua alma…
 
Há que o Amor sobrevivente num peito temente a solidão não percebe a própria solidão da amada que se foi. Que ventura seria o amanhã outro dia e a distância quebrar, mas sem laço não há caminho a cruzar… Que o tempo mature a carne e a rosa, e perdure a certeza de que será eterno, mesmo sem zelo de quem te zelas? Tão raro, sem tato flor em pedra!
 
Ah complexo Amor que agora é amora fora da estação… A paixão pelo novo segue velha rima e as raízes fracas pela sina do solo, porque leva tempo para a amoreira gerar frutos, Sei que Amor é um surto que persiste sem saber, raízes profundas, loucura é querer ser padrão, mas que loucura cura dessa tal solidão? Senão o tempo da rosa, que floresce em riso e precisão ao cuidado das mãos cálidas do poeta, que o amor é ponte no deserto, sintonia certa, é sustento da vida que se firma só vinga se cuidado a 4 mãos.
 
(Anderson Delano Ribeiro)
Anderson Delano

Anderson Delano

Graduando em Psicologia pela UFF, poeta, músico, apaixonado por arte, design, nerdices e pela Psiquê.

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