NA SACADA POSSO VER O SILÊNCIO

NA SACADA POSSO VER O SILÊNCIO

NA SACADA POSSO VER O SILÊNCIO     Na sacada posso ver o silêncio, ouço o riso do vento inflamando meu peito, a cidade segue a produzir aço, os trens torpes marcham a pão e ferro,   A mesa vazia rodeada por cadeiras desritmadas, tão bela sala íntima e vazia, retrato de um coração, reflexo de um sonho, companhia que não veio, receio achar bela esta sala, este vazio,   Acostumado a solidão, intimidado no destino de crescer e deixar de fora o menino que sonhara voar por esta sacada sem despencar no real…   A vida, está vida que alimenta, sustenta e me mata aos poucos não necessita de sentido, mas sentir-se vivo,   Como a canção dos pássaros aos castanhos sois, e as constelações combinadas de um signo de fogo e ar que nunca me esqueci…   (Anderson Delano...
SONETO CORES PERDIDAS

SONETO CORES PERDIDAS

SONETO CORES PERDIDAS     Perdura, estranha loucura, Perdoa e me cura? Perpétua flor de agruras, O sonho que flutua…   Na névoa se situa, Jardim que se esqueceu, Perpétua perpetua… Não minha, mas tua…   Candura? Se foi… Quem espera na esquina? A menina, certa hora,   Teimosa senhora, Da dor que me adormece, Não esquece, do que foi.   (Anderson Delano...
SONETO ENTRE FRACASSOS

SONETO ENTRE FRACASSOS

SONETO ENTRE FRACASSOS     É que o meu fracasso,  É que afeto não se compra,  E saudade não se encontra Em ritmia em outro peito,    É que meu fracasso,  Não se mede no abraço,  Não precede ao laço,  De um plano perfeito,    Talvez meu fracasso,  Foi ter sido poeta,  Em sentido da meta   De sentir carne osso,  É que talvez meu fracasso,  Foi não ter sido de Aço.   (Anderson Delano...
NO DIA EM QUE OS PASSARINHOS CANTARAM

NO DIA EM QUE OS PASSARINHOS CANTARAM

NO DIA EM QUE OS PASSARINHOS CANTARAM     No dia em que os passarinhos cantaram. Eu jurei ser poesia, Todo amor que me cabia,   Eu jurei por ti seria! Que de amor eu viveria, Por amor pra vida inteira, Quem diria verdadeira   A promessa no banquinho, Era anjo ou passarinho? Festejaram num amém…   Mas teu voo fez-te embora, E dos campos fui além, A poesia que hoje chora, Passarinha por ninguém…   (Anderson Delano...
CACTOS AMANHECIDOS

CACTOS AMANHECIDOS

CACTOS AMANHECIDOS     Em mim habitam muitos vazios, Resolvi preencher com vasinhos, Cactos amanhecidos na janela, Numa débil tessitura De força e delicadeza,   Confesso que a destreza no peito É medo que a tristeza inunde o leito, Transbordando na quaresma Os restos dos dias de festa,   Que ventura amar na vida O eco do teu silêncio… No âmago da taciturna flora,   Que perdura andar perdida O ego em sangramento, O sândalo perfuma a história…   (Anderson Delano...
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