SONETO DO VENTO DA MORTE
 
 
O vento que bate em meu rosto
É como o tempo que muda teu corpo
A lua se intumesce toda
Quando a morte beija-me a boca
 
A morte tão bela e tão forte
É a vida dos que não tem sorte
O tempo com o vento da morte
Passa em meu pulso fazendo três cortes
 
E a vida sombria e macabra
Finalmente num ciclo se acaba
E o vento enxuga as lágrimas
 
Da amada parada e abismada
A morte roubou-me de ti…
E o poeta encaixotado, jaz aqui!
 
(Anderson Delano Ribeiro – 2003)
Anderson Delano

Anderson Delano

Aprendiz de psicólogo pela UFF, poeta, músico, apaixonado por arte, design, nerdices e pela Psiquê.

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