O RELICÁRIO E O ANEL
 
 
A menina cresceu, suas cores se esqueceu,
meu poema enlouqueceu no silêncio dessas brumas…
Ecoando em calafrios, a idade bate a porta,
e o poeta de outras Vidas, silencia em Alma morta!
 
O anel que eu não te destes, colorido acinzentou,
o amor que tu me tinhas à distância se apagou?
 
Como um ciclo as mesmas pedras,
outros deram-lhe um anel, que o peso anula às asas,
pés no chão, olhos ao léu, e as promessas à igrejinha,
norte à sul a navegar, segue o sol castanho saudade…
 
Chego tarde, e Anoitece às 3 marias,
um poeta vem trovar, minha voz não mais te alcança…
Deslaço o nó na garganta, canto último de criança,
sem despedida na estação das flores.
 
Por onde fores, leve, como pluma, leve!
Poesia verdadeira, de quem leu o teu olhar.
Foi-se como veio. E assim foi,
Assim que se foi…
 
(Anderson Delano Ribeiro)
Anderson Delano

Anderson Delano

Aprendiz de psicólogo pela UFF, poeta, músico, apaixonado por arte, design, nerdices e pela Psiquê.

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