HÁ MEU VERSÁRIO
 
 
Habita em mim uma pressa oca
Vazia de sentidos, sem saber onde chegar,
Ventura não fosse o verso
Em meu ser perverso
 
Já teria chegado ao fim da última linha
Adorno o vazio com flores
Quão poço que posso beber poesia
Nas profundezas de mim… É o fim?
 
O fim ou recomeço? Reconheço,
De pressão o feijão quase ao dente
A mesa está posta à espera da festa
Se tem broto me resta
 
A Réstia Lua em céu de serra,
Abraço o corpo intangível
Em véspera de Natal, e a Vésper
Lisa e áspera luzir-me ao meu sinal.
 
Fina sina finalmente ilumina
O enredo do meu Carnaval.
 
(Anderson Delano Ribeiro)
 
Anderson Delano

Anderson Delano

Aprendiz de psicólogo pela UFF, poeta, músico, apaixonado por arte, design, nerdices e pela Psiquê.

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