DOCE DE LEITE
 
 
E passadas as estações
E o frio tempo das desimportâncias,
Como criança via sua flor
Castanhar a tarde no céu.
 
Pensava que a poesia sem serventia
Não era mais tema dos teus dias…
Ainda assim, olhava de longe sem ver,
Como quem olha a lua do meio do mato
 
As cores deixam sua marca em mim
O doce preferido, as frutas da feira,
Cuidado de jardineiro, que zela teu sono,
 
Que sonha com ela,
e ela sonha meu cantar,
Devanear que o mundo inteiro é ela!
E eu metade, sou só saudades…
 
(Anderson Delano Ribeiro)
Anderson Delano

Anderson Delano

Aprendiz de psicólogo pela UFF, poeta, músico, apaixonado por arte, design, nerdices e pela Psiquê.

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