AMARULA

AMARULA

  AMARULA     Amarelo em mechas loucas, Que eu quero em réstias soltas, Toco os lábios em ventura Arde a boca em amarula.   (Anderson Delano Ribeiro)     #140Microcontos     (Foto por David Levine –...
MADRIGAL NOTURNO

MADRIGAL NOTURNO

MADRIGAL NOTURNO     Vou para casa a passos longos, Chorar o pranto das Rosas…   Correr num vale de espinhos, Morrer na costa dos versos…   Coroar-me o Rei sem Lei! Inexprimível à dor do corte, Inelegível ao Amor da corte.     (Anderson Delano Ribeiro – 2005)     #LaudasAlaudadas...
CORAIS ENTARDECIDOS

CORAIS ENTARDECIDOS

CORAIS ENTARDECIDOS     Sonhei que era um pássaro, E toda a liberdade cabia em pensamento, Sonhei que sois medo, E todas as minhas lágrimas pungiram-se em vazio… De um tépido casulo brotou uma borboleta, Sois asas desde sonho, Corais entardecidos semeando incertezas… Segura a seda leve, transpassa a histeria; Sonhei inspirar fundo, e todo o universo cabia dentro de mim; Assim, liquida e vaporosa, expirava às sete léguas, a imensidão era pequena, e as galáxias, acolhia em minhas mãos serenizadas; No meu sonho, as Estrelas eram um pólen misterioso, Vagaroso era o Sol, translúcido, a lúcidez dos meus olhos… Um oceano iluminado por flores relampejantes! Eram Anjos? Eram fadas? Não… Eram as lágrimas de Deus! Marejantes…   (Anderson Delano Ribeiro – 2005)     #LaudasAlaudadas...
HELLENICA

HELLENICA

HELLENICA (Ελληνική)     Sinto a estranha doçura De uns lábios róseos, Novos, insana frescura! Intensa, pudera formosos   Onires tomaram-me o siso? Quiça! Das graças a razão, Das gotas ao chão, criei a canção, Terna, da-me vis que preciso!   Fora um riso ou primavera? Que ao meu peito desespera, Afora os corpos em enleio, Abre-se a aurora em teu seio!   Guardemo-nos a lembrança Das aguas comovidas… (Entre as pedras!) Calmaria das ondas em cachos, Dentr’eles acho: O compasso da Vida!   (Anderson Delano Ribeiro –...
SABIA O SÁBIO SABIÁ

SABIA O SÁBIO SABIÁ

SABIA O SÁBIO SABIÁ     Sabia o sábio sabiá Ao léu a assobiar Gardel, Valia samango quiçá, Ao pé, um tango que só!   Bem dizia o bem-te-vi, Houve um canto em que vivi, Bem queria um bem querer, Ouvia um canto sem ter…   Ao casco do corcel Eu tasco a melodia, Presto, andante, meu cordel!   Presto a Dante a euforia, Presta um soneto infiel? O sábio sabiá sabia!   (Anderson Delano Ribeiro – 2006)    ...

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