MISSIVA À ESMO LAR CORAÇÃO

MISSIVA À ESMO LAR CORAÇÃO

MISSIVA À ESMO LAR CORAÇÃO     Amar quem nos ame, ninguém é obrigado a Amar ninguém, porém o eco do afeto ressoará eternidade na sintonia dos dias corações, amar é um desprender-se suave, pois o amor sobrevive a distância, a ânsia e acolhe quando casa, ser casa, é mais que o verbo casar, é atentar-se ao outro sentir sua dor e alegria.   Amar verdadeiramente é plantar sem certeza se colherá nesse verão… E se florescer vira jardim e se vira jardim, gera frutos, mas se não cuidado o amor vira um luto que reluta desistir… Amor não desiste, mas tão triste o amor de uma via, sendo amor a ponte do laçar dos dedos, dos nós do corpo, abraço. E quem não quer ser amado por quem zelas seu sono, recita teu olhar e excita sua alma…   Há que o Amor sobrevivente num peito temente a solidão não percebe a própria solidão da amada que se foi. Que ventura seria o amanhã outro dia e a distância quebrar, mas sem laço não há caminho a cruzar… Que o tempo mature a carne e a rosa, e perdure a certeza de que será eterno, mesmo sem zelo de quem te zelas? Tão raro, sem tato flor em pedra!   Ah complexo Amor que agora é amora fora da estação… A paixão pelo novo segue velha rima e as raízes fracas pela sina do solo, porque leva tempo para a amoreira gerar frutos, Sei que Amor é um surto que persiste sem saber, raízes profundas, loucura é querer ser padrão, mas que loucura cura dessa tal solidão? Senão...
Quando deixei de ser Saudade

Quando deixei de ser Saudade

Eram 2:30 da manhã, de uma quinta qualquer, poderia ser hoje, ou amanhã, ou quando der, como sempre o silêncio me fala absurdos que gosto de ouvir a noite, hora me comovem, hora me movem a ser rio para de manhã ser pedra… Somos feitos de carne mas temos que viver como se fossemos de ferro, já dizia Freud…   São cobranças de normalidade, cobranças de felicidade e sempre estamos em débito mas é preciso aparentar calma… A Alma grita, chora, por ser alma, mas ninguém tem mais tempo para nossos próprios traumas… Quando deixei de ser saudade, deixei de ser útil, meus dizeres por mais verdadeiros tornaram-se inúteis, quão essas laudas vazias preenchidas de mim…   Mas… Precisamos ser realmente úteis? Ou precisamos ser apenas amados e amar? Posto que o amor move! Perdoem a indecência de quem desnuda-se a falar de Amor a essa hora, mas é que acredito nos afetos diários, e na cura pela fala, onde o silêncio é um despejo de insinuações. E a ausência é só ausência quando não cabem saudades, a falta do outro que ainda vive em mim, pois o outro tatuou-se em minhalma, e posso percebe-lo no cheiro das flores preferidas, nas cores que se assemelham a sua tez quando sorri, ou mesmo no biscoito de nata que a padaria vende e minha vô fazia melhor, tinham afetos em suas mãos… Tem saudades em mim!   Tem pessoas que guardamos com cuidado na caixinha de eternidades da alma, e lá deixamos, mas por vezes escapolem de um mundo inconsciente e obscuro para clareza dos nossos olhos. A vô sempre estará...
E se vendessem cápsulas de felicidade?

E se vendessem cápsulas de felicidade?

E se vendessem cápsulas de felicidade? Não falo de Rivotril ou Ritalina, nem uma outra droga no mercado, falo de cápsulas de satisfação, que satisfaça a tristeza e o tesão. Seria um sucesso! Mas perguntar me carece o que sou eu sem minha dor? Se a falta que me leva ao pão, se a saudade que leva a mudar de cidade por amor de verdade. E o gozo é a saciedade que nos estaciona.   Então penso que as lágrimas de hoje são as minhas maiores amigas, Freud diria que é castração, pois se apenas eu me bastasse, completo e sem falta alguma não desejaria ser amado e não amaria, uma vida vazia, pois se tudo tenho para viver, não preciso de mais ninguém, acontece, que ser humano, é precisar do outro, é ser o outro e dizer: “Eu te amo, porque a vida só está completa contigo!” como a canção: “Meu riso é tão feliz contigo, o meu melhor amigo é o meu amor”.   É curioso que essa castração, é justamente a falta que nos preenche. E nos motiva a ir a além. Um bom Amor cresce e floresce dos dois lados, na descoberta do sentir… Isso se constrói nos laços. E castração é precisar do outro, e ter responsabilidade sobre meus gestos perante o outro, um cuidado, ser livre com responsabilidade, não é se privar, é pensar que eu preciso do outro e o outro precisa de mim. Como o Amor de um casal que quer uma Vida juntos, como o amor de mãe e filho. É um laço que nos motiva a caminhar e construir...
Reflexão: Consumir e ser consumido o homem produto de si

Reflexão: Consumir e ser consumido o homem produto de si

Somos produto de uma sociedade doente por consumo, onde aprendemos desde de cedo que é normal. Sabemos que o homem é falta, e essa insatisfação constante que nos faz caminhar, descobrir novos olhares, novos possíveis, porém em meio ao caos moderno onde ir ao mercado comprar é mais fácil que plantar, acostumamo-nos a consumir para suprir nosso vazio.   Uns compram desenfreadamente quando sentem-se tristes, outros poucos tentam meditar sobre mudanças, mas o mais grave dessa sociedade de consumo é o consumo do afeto. Consumimos carinho, consumimos presença, e a internet virou o grande mercado. Não plantamos mais relações afetuosas, com presença, onde há troca de olhares e sensações e ambos crescem e vêem florescer esse laço ponte.   Isso requer tempo, requer paciência, requer um afeto de troca não apenas de recebimento, hoje é normal não estarmos estando, irmos a um encontro físico com mais 10 pessoas conectadas em seu celular que também não estão onde fisicamente estão. Não temos tempo para simplesmente ouvir o amor ou a dor do outro, se o outro me diz estou com uma hérnia de disco que dói, eu respondo “nossa eu também estou com uma dor horrível nas costas” estamos competindo até na dor e ouvimos apenas o nosso EU.   E nosso EU tem FOME DE SATISFAÇÃO! Nosso EU é como um buraco sem fundo, e preenchemos com qualquer coisa, e esquecemo-nos novamente do Outro. O Afeto, o Amor tão falado nas músicas sertanejas, e que tão poucos hoje conhecem esse tal, confundindo o com a paixão. Aquele sentimento de ilusão onde o outro é perfeito! Supre todas as minhas necessidades,...
Transbordamentos: Ser feliz necessita Coragem

Transbordamentos: Ser feliz necessita Coragem

Ser feliz necessita coragem… Virar do avesso, tentar caminhos! É preciso certa dose de loucura para se curar da felicidade que esperam de nós. A felicidade encaixotada. O medo de dar errado é a derrota com outro nome. Posso ir para o sul, para o norte. Sigo o coração. Aprendi na filosofia que isso é ser Autêntico e sincero consigo. É preciso coragem para não viver uma mentira que agrada apenas a quem vê e não a sua alma. Crescer às vezes dói… Transbordar, remendar-se… Recolher-se e aprender a não esperar nada, sem perder a esperança de ir além. Mas acredite, vencer o medo vale o preço, viver além do Aquário Imaginário, há tantos mares a desbravar. Oferecer o melhor de nós… É uma meta para a eternidade, sermos movidos por amor, os frutos virão mesmo quando não mais estiveres pra ver. É a obra de uma vida Autêntica, um pouco de nós que fica por aqueles que cruzaram nosso caminho, as Pequenezas de ser resiliente, posto tudo vale a pena se a alma não é pequena, como disse Fernando Pessoa. E ainda parafraseando Pessoa ao dizer Navegar é preciso, eu diria que Transbordar é preciso! Mas é um ato lindo de coragem! Talvez por isso liberdade e felicidade rimem. Sou livre e o mundo é meu jardim!...
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