CACTOS AMANHECIDOS

CACTOS AMANHECIDOS Em mim habitam muitos vazios, Resolvi preencher com vazinhos, Cactos amanhecidos na janela, Numa débil tessitura De força e delicadeza, Confesso que a destreza no peito É medo que a tristeza inunde o leito, Transbordando na quaresma Os restos dos...

O QUE É SAUDADE?

O QUE É SAUDADE?   Saudade é sopro que invade a caixinha de eternidades e nos leva ao outro em momento fora tempo. É o pedaço que trocamos com o outro. E que sussurra baixinho histórias de uma vida vivida ou mesmo sonhada… Saudade é conexão que não cai como...

CASEBRE

CASEBRE     Coração vazio Casa abandonada Na beira da aorta Aos fundos da estrada   (Anderson Delano...

MISSIVA À ESMO LAR CORAÇÃO

MISSIVA À ESMO LAR CORAÇÃO     Amar quem nos ame, ninguém é obrigado a Amar ninguém, porém o eco do afeto ressoará eternidade na sintonia dos dias corações, amar é um desprender-se suave, pois o amor sobrevive a distância, a ânsia e acolhe quando casa, ser casa, é...

MAIS VALIA

MAIS VALIA     De tudo que eu produzi, Um dia eu possa sentir.   (Anderson Delano Ribeiro)...

O RELICÁRIO E O ANEL

O RELICÁRIO E O ANEL     A menina cresceu, suas cores se esqueceu, meu poema enlouqueceu no silêncio dessas brumas… Ecoando em calafrios, a idade bate a porta, e o poeta de outras Vidas, silencia em Alma morta!   O anel que eu não te destes, colorido acinzentou,...

A CASA DAS MÁSCARAS

A CASA DAS MÁSCARAS     A casa das máquinas guarda o dínamo infindo da vida; Move, remove, pulsa a repulsa do Eu íntimo… E os operários, mascarados numa ópera débil e amiúde, Beirando um tango samango… Vulgo Cotidiano!   Eis a Casa das Máscaras! Segredada...

DOCE DE LEITE

DOCE DE LEITE     E passadas as estações E o frio tempo das desimportâncias, Como criança via sua flor Castanhar a tarde no céu.   Pensava que a poesia sem serventia Não era mais tema dos teus dias… Ainda assim, olhava de longe sem ver, Como quem olha a lua do...

TÁGIDE

TÁGIDE     Os lábios entoam os zéfiros idílicos, Como a canção ruflosa dos ermos passados, Um beijo afável, a máxima prestante! Que em mim, lumia a escuridão…   Parco em delírios pérfidos, Cuja as vozes pervias Sussurram meus desejos, Em que a sibila que vejo  ...

DE RESTO À RÉSTIA

DE RESTO À RÉSTIA     Não há arrependimento onde há amor Não é fardo algum irrigar a flor Quiçá a vaidade vislumbrar o campo Desdenhar o canto que já se acabou   Não há semente que não brote Não há choro que não conforte Onde eterno for o amor Não há distância que não...

HAIKAI ESTRELAR

HAIKAI ESTRELAR     Queria que fosse possível Poliamar estrelinhas E desenhar trisais no céu…   (Anderson Delano...

LUTA

LUTA   E lutou tanto que um dia a dor venceu E a luta virou luto na alma que adoeceu   Anderson Delano...

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